abril 18, 2004

A linguagem do século XXI

«....O terror é a linguagem do século XXI. Se quero alguma coisa, aterrorizo-te, para o conseguir. Apoiar George Bush é uma forma de terrorismo. Apoiar a Al-Qaeda também. Toda a gente está envolvida, acredite. Todo o muçulmano é terrorista, mas todo o não-muçulmano também. Há épocas em que isto é necessário. É o "tempo dos assassinos", está previsto no texto divino...»
«...Os seculares dizem que "o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: "eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: "Eu sou o profeta do massacre". A palavra "terrorismo" não é nova entre os muçulmanos. Maomé disse mais: "Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar...»
«...O que pretende a Al-Qaeda? O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro...»

Palavras aterrorizadoras de Omar Bakri Mohammed, Líder do "Londonistão" e Teórico da Al-Qaeda na Europa

O fim desta “guerra” afigura-se longínquo. A resolução do problema passará por esta via?

Publicado por vmar em abril 18, 2004 11:17 PM
Comentários

Desconfortável...
Depois a comunidade gay queixa-se e fala em homofobia e nessas coisas intelectuais todas...

Um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em abril 18, 2004 11:29 PM

Foi da explosão!
Troquei os comentários e tudo...

Outro abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em abril 18, 2004 11:31 PM

Acabei de ler a entrevista completa.
Gostava de salientar o seguinte: desde há uns tempos a esta parte, que considero os textos sagrados (sem excluir algum), mais a imutabilidade da "sabedoria" nos mesmos contida, um enorme pesadelo para a humanidade.
Humanidade que, de quando em vez, é abençoada com o nascimento de dignos representantes da espécie, tolerantes, bondosos, conscientes, humildes, etc...que consagram a sua existência à prática da mássima «não faças aos outros, o que não gostas que te façam a ti.» Simples. Condição comum a muitas dessas pessoas, o facto de serem religiosas praticantes, mas (e é aqui que eu pretendia chegar), eu acredito que seriam igualmente bondosas, honestas, tolerantes, conscienciosas, etc..., mesmo que todas as divindades até ao momento inventadas pela imaginação humana (por necessidade de conforto, de segurança e de explicações "plausíveis" para tanta dúvida existencial e metafísica; entre outros motivos que podiam igualmente ser dados como "plausíveis", por mais inaceitáveis que fossem!), nunca tivessem emergido das obscuras masmorras das mentais insanidades de seres humanos tolhidos de medo, ou inflamados pelo ódio.
Os oportunistas políticos e religiosos (cada um de per si, ou combinados na mesma pessoa) especializaram-se em aproveitar as situações em proveito próprio (daria pano para mangas tantar explicar o que é isso do "proveito próprio"); os que, cingindo-se ao oportunismo religioso, radicalizam posições, limitando-se a ser veículos da incontestável vontade divina; de índole complexa (e sabe-se lá mais o quê?) necessitam de estar envolvidos em projectos megalómanos, que transvasam as margens da razão,e são a imutabilidade irracional em estado puro.
Nem vestígio de espiritualidade!

Afixado por: Rodrigo Ribeiro em abril 19, 2004 11:05 PM

Este tipo fala como um profeta do apocalipse e faz lembrar o discurso de um qualquer fanático de há muitos séculos atrás da idade das trevas.
Livra...

Afixado por: Pedro Lima em abril 19, 2004 11:19 PM